A Alegria de Sermos Amados

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“Você acha,” disse o Pedrinho para sua irmã mais nova, “que Deus se preocupa com pequenas coisas assim como nós? Ele deve estar muito ocupado cuidando das pessoas grandes para nos notar.”

Agitando sua cabeça, a irmãzinha apontou para a mãe. “Você acha que a mamãe está tão ocupada com as pessoas grandes a ponto de esquecer de seu bebê?” Ela pensa primeiro no bebê por ser ele bem pequeno. Certamente Deus sabe amar da mesma maneira que as mães.”

Que conforto e que segurança podemos sentir por saber que, apesar de pequenos e imperfeitos, Deus sempre está cuidando de nós. Quer sejamos pobres ou ricos, bonitos ou nem tanto, não importa, somos para o Senhor os filhos amados para quem dedica todo seu amor e atenção.

Se as nossas mães nos cobrem com todo o amor e carinho que dispõem, se são capazes de passar noites em claro quando estamos enfermos, se abdicam de muitos de seus direitos pessoais para que nada nos falte, sempre feliz com a nossa felicidade, com muito mais intensidade podemos desfrutar das bênçãos que o Senhor tem preparado para que a nossa vida seja a melhor possível aqui neste mundo.

Quando estamos doentes sabemos que está ao nosso lado, quando as provações nos assolam, Ele intercede por nós, quando tudo parece perdido, Ele aponta a saída, quando tudo vai bem e estamos em festa, Ele se alegra e comemora conosco. Embora o nosso Deus governe todo o universo, trata de nós de forma especial como se não houvesse nada mais importante a fazer.

Deus se preocupa conosco, aleluia!

(Paulo Barbosa, Pr.)
(
Fonte)

A Borboleta e o Cavalinho

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Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás.
Eram elas, um cavalinho e uma borboleta.
Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem.
Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver
entregue à natureza.
Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, Gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso.
Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso.
Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro.
Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.
E vieram outras manhãs e mais outras e milhares de outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta.
Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela.
Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou.
Cansado se deitou embaixo de uma árvore.
Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você.
Mas afinal, qual borboleta que você está procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando.
Não ficou sabendo?
Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia, aqui na floresta, um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a ninguém.
Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo.
Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste e sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte:
“Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver.
Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele vir até aqui.”

Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal muitas vezes, foi você mesmo que o colocou no seu dorso, OU PERMITIU QUE FOSSE COLOCADO.

“Espero que você possa aceitar as coisas como elas são…
Sem pensar que tudo conspira contra você…
Porque parte de nós é entendimento… a outra parte é aprendizado…
Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos…
Que no final possa alcançar todos os seus objetivos…
Que tudo aquilo que você vê e escuta possa lhe trazer conhecimento….
Que essa escola possa ser longa e feliz…pois parte de nós é o que vivemos, a outra parte é o que esperamos…
Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros….
Que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz…”

Para ser feliz não existe poção mágica.
É preciso somente que tenha a alma limpa e desprovida de mágoas e rancores.
Quanto mais tempo ficarmos remoendo as dores mais tempo levaremos para cicatrizar as feridas.
Estamos aqui de passagem. Nada trouxemos e nada levaremos.
Cada um é livre para cumprir a sua missão…

Agradeço, Senhor, os verdadeiros amigos, mesmo imperfeitos e limitados!
Muitas vezes decepciono-me, esquecida de que sou eu quem erra quando espero deles uma perfeição e um perfeito amor o qual somente Vós possui e mesmo aqueles que Vos amam verdadeiramente, são falhos, porque são humanos.
Agradeço, Senhor, pela sua compaixão, pela sua graça, pela sua bondade, que estão sempre presentes, sustentando-me nos momentos mais difíceis.
Agradeço, Senhor, pela pessoa que sou.
E QUE MEUS AMIGOS PERDOEM-ME POR SER IMPERFEITA
Que Assim Seja….

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Quão bela é Maria

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Quão bela é Maria, nossa Mãe, no perene recolhimento em que o Evangelho no-la apresenta: “Guardava todas estas coisas no seu coração”.

Aquele silêncio pleno tem encantos para a alma que ama.

Como poderia eu viver Maria no seu místico silêncio, quando a nossa vocação, por vezes, é falar para evangelizar, sempre em primeira linha, por lugares ricos e pobres, dos subterrâneos às ruas, às escolas, por toda parte?

Também Maria falou. E deu-nos Jesus. Jamais alguém no mundo foi apóstolo maior. Jamais alguém teve palavra como a sua; Ela que nos deu o Verbo.

Maria, nossa Mãe, é real e merecidamente Rainha dos Apóstolos.

E Ela silenciou. Silenciou porque simultaneamente os dois não podiam falar. A palavra há de pousar sempre no silêncio, como a pintura pousa na tela de um quadro.

Silenciou porque criatura. Porque o nada não fala. Porém, sobre aquele nada, falou Jesus e disse a Palavra que é Ele mesmo.

Deus, o Criador e o Tudo, falou sobre o nada da criatura.

Como então viver Maria? Como perfumar a minha vida com o seu encanto?

Fazendo silenciar em mim a criatura e deixando falar neste silêncio o Espírito do Senhor.

Assim vivo Maria e vivo Jesus. Vivo Jesus em Maria.

Vivo Jesus vivendo Maria.

Sobre o Catequista

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“É preciso realçar sempre a importância do testemunho na pregação da Palavra, na catequese. Não fora isso, os catequistas poderiam facilmente ser substituídos por discos”. 

Como a criança e o jovem, principalmente, embora o adulto não seja excluído, necessitam de admirar aquele que ensina! Mesmo nas disciplinas do currículo escolar isso é uma constante.  

Quantos alunos deixam de gostar de uma matéria culpando o professor não só pela deficiência cultural ou falta de pedagogia mas, freqüentemente, por sua maneira inconveniente de ser, de se relacionar. Se isso acontece, por exemplo, com a matemática, que não se mete com sua vida particular, quanto mais com os ensinamentos de Jesus que exigem a pessoa inteira! 

Infelizmente, são freqüentes os casos em que alguns abandonam o catecismo por causa da pessoa do catequista. 

A mesma ênfase que se dá à preparação intelectual se faz necessária ao aperfeiçoamento da conduta do catequista. Integrar o conhecimento numa vida correta inspirada pelos valores do Evangelho, para anunciar a palavra de Deus é a meta do catequista. Não somos carteiros levando a Carta de Deus mas discípulos que trazem suas palavras na mente, no coração e na vida. 

Então é preciso ser perfeito? Não. Se fosse necessária a perfeição, ninguém estaria à altura; no entanto, certos requisitos são muito importantes, além da adequada qualificação intelectual e da cuidadosa preparação da aula propriamente dita. Sua vida não pode desmentir o que sua boca fala. “Que vosso falar seja sim, sim, não, não.” (Mt 5,37). Não escandalizemos nossos irmãos com o divórcio entre a doutrina que ensinamos e a vida que levamos. 

Quem não aprecia uma pessoa simpática, afável com todos, exigente sem ser intolerante, mansa sem ser fraca, educada sem ser formal, simples sem ser vulgar, boa sem ser permissiva… e principalmente sincera e alegre na sua adesão a Cristo e à sua Igreja? 

Lembremo-nos do que o apóstolo Paulo nos ensina: “Tende entre vós os mesmos sentimentos de Cristo” (Fl 2,5). Sim, miremo-nos constantemente nesse Espelho, procurando imitá-l’O pela leitura e prática de suas virtudes. “Sede não somente ouvintes, mas praticantes do Evangelho” (Tg 1,22). 

Que o Espírito Santo, “memória de Jesus em nós”, “dobre o que é rígido e aqueça o que é frio” a fim de que Jesus possa contar conosco no crescimento de seu Reino. Reino de paz, justiça e amor! 

Só uma chama acende outra chama!”

(Me. Ma. Helena Cavalcanti).

(Fonte)

Nosso aquário

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Hum… eu não queria ser um peixe,
mas se pensarmos bem a vida às vezes parece um aquário.Nadamos de um lado a outro.
Para cima e para baixo.

Mas muitas vezes não chegamos a lugar algum.

Nem sempre temos companhia ao nosso lado, e quando temos…
Bem… não conseguimos agradar sempre não é mesmo ?

E nesse nosso balé aquático, a paciência é virtude essencial.

A idéia de que vivemos expostos à apreciação de todos também não é muito simpática. Porém assim é a vida !

E quando não dançamos conforme a música,
Ou melhor, nadamos conforme a maré,
Somos avisados pela mudança de comportamento do restante do cardume.

O importante então é que cuidemos do nosso aquário.
Que façamos dele o nosso mundo.
Que encontremos nele vida em abundância.
Que entendamos que é a partir do domínio desse nosso espaço que iremos respeitar os espaços alheios.
E quem sabe assim, não conseguiremos um convívio mais pacífico
Mesmo com as espécimes mais agressivas.

Busquemos esse equilíbrio e deixemos que as únicas borbulhas a nos envolver sejam as de amor, aquelas que nos alimentam e nos conduzem,
E que, ainda que dentro de aquários, nos fazem sentir livres.
Completamente libertos !!!

 


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